Home Data de criação : 07/11/08 Última atualização : 11/10/17 13:06 / 4 Artigos publicados

10 NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR --- ORGANIZAR E DIRIGIR SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM  escrito em quarta 28 novembro 2007 12:59

 

        Por que apresentar como uma nova competência a capacidade de organizar e de dirigir situações de aprendizagem? Ela não estaria no próprio cerne do professor?

O ofício de professor, por muito tempo estava ligado à aula magistral seguida de exercícios, dominando assim as situações de aprendizagem. Na visão clássica do professor, todas as situações vividas na escola são consideradas situações de aprendizagem. No ensino tradicional, muitas vezes o professor se vê diante de rostos anônimos e adota, na maioria dos casos, uma pedagogia do compreenda e aprenda quem puder. Dessa forma o professor poderia estar criando diferentes situações de aprendizagem, já que os alunos são diferentes uns dos outros e cada um vivencia a aula em função do seu humor e de sua disponibilidade de concentração, do que ouve e compreende, conforme seus recursos intelectuais, o que lhes é interessa e faz sentido, relacionando-se com outros saberes ou com realidades que lhe são familiares. Ver-se como conceptor e dirigente de situações de aprendizagem não deixa de ter riscos: pode levar ao questionamento de sua pertinência e eficácia!      

  Na perspectiva de uma escola mais eficaz para todos, organizar e dirigir situações de aprendizagem deixou de ser uma maneira ao mesmo tempo banal e complicada de designar o que fazem espontaneamente todos os professores. Essa linguagem acentua a vontade de conceber situações didáticas ótimas inclusive, e principalmente, para os alunos que não aprendem ouvindo lições. As situações assim concebidas distanciam-se dos exercícios clássicos, que apenas exigem a operacionalização de um procedimento conhecido. Permanecem úteis, mas não são mais o início e o fim do trabalho em aula, como tampouco a aula magistral, limitada a funções precisas. Organizar e dirigir situações de aprendizagem é manter um espaço justo para tais procedimentos. É, sobretudo, despender energia e tempo e dispor das competências profissionais necessárias para imaginar e criar outros tipos de situações de aprendizagem, que as didáticas contemporâneas encaram como situações amplas, abertas, carregadas de sentido e de regulação, as quais requerem um método de pesquisa, de identificação e de resolução de problemas.                                                                                                                

Essa competência global mobiliza várias competências mais específicas:       

- conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem;

 No antigo sistema de ensino isso é padrão: conhecer a disciplina. Como professor, tenho que conhecer o conteúdo que vou trabalhar. Mas, na verdadeira competência pedagógica é aquela que de um lado relaciona os conteúdos com os objetivos e de outro às situações de aprendizagem. Traduzir o programa em objetivos de aprendizagem e estes em situações de atividades realizáveis não é uma atividade linear, pois os saberes são construídos em situações múltiplas, complexas, cada uma delas respeitando a vários objetivos.Para organizar e dirigir essas situações de aprendizagem, é indispensável que o professor domine os saberes e que esteja a mais de uma lição a frente dos alunos e que seja capaz de encontrar o essencial sob múltiplas aparências, em contextos variados. E domine também os conceitos, as questões e os paradigmas que estruturam os saberes no seio de uma disciplina, pois sem esse domínio, a capacidade de reconstruir um planejamento didático a partir dos alunos e dos acontecimentos encontra-se enfraquecida.Entretanto, mesmo que a instituição proponha um reescritura dos programas nesse sentido, deve-se tomar o cuidado em não permanecerem como letra morta, pois muitos professores não estão preparados para um trabalho tão importante.


- trabalhar a partir das representações dos alunos;

A escola não constrói a partir do zero, nem o aprendiz não é uma tabula rasa, uma mente vazia; ao contrário ele sabe muita coisa e por esta razão, muitas vezes, o ensino choca-se de frente com as concepções dos aprendizes.Faz-se necessário então, trabalhar a partir das representações dos alunos, ou seja, a partir do que ele já sabe. O professor que trabalha a partir das representações dos alunos tenta reencontrar a memória do tempo em que ainda não sabia, ele se coloca no lugar dos aprendizes, entendendo assim, a falta de compreensão dos alunos.Portanto o professor deve trabalhar a partir das concepções dos alunos, dialogando sempre com eles, fazer com que sejam avaliados para aproximá-los do conhecimento científico a serem ensinados. O professor necessita de uma competência extremamente didática. Ajudando-os a fundamentar-se nas suas representações prévias, sem que eles se fechem nelas, encontrando assim, um ponto de entrada em seu cognitivo, para incorporar novos elementos às suas representações existentes, reorganizando-as se necessário.


- trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem;

O professor nunca se deve tachar um aluno apontando seu erro ou dizendo que ele não sabe nada. Ele deve partir dos erros ou dificuldades dos seus alunos para propor situações que os façam refletir sobre seus próprios erros encontrando assim a forma correta de solucioná-los, obtendo a assimilação do conteúdo que lhes é ensinado. Considerando o erro uma ferramenta para ensinar, "um revelador dos mecanismos de pensamento do aprendiz".

- construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas;

Seqüências e dispositivos didáticos inscrevem-se, por sua vez, em um contrato pedagógico e didático, regras de funcionamento e instituições internas à classe.As noções de dispositivo e de seqüência didáticos chamam a atenção para o fato de que uma situação de aprendizagem não ocorre ao acaso e é engendrada por um dispositivo que coloca os alunos diante de uma tarefa a ser realizada, um projeto a fazer, um problema a resolver.A construção do conhecimento é uma trajetória coletiva que o professor orienta, criando situações e dando auxílio, sem ser especialista que transmite o saber, nem o guia que propõe a solução para o problema.


- envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

Antes de ser uma competência didática precisa, ligada a conteúdos específicos, envolver os alunos em atividades de pesquisa e em projetos de conhecimento passa por uma capacidade fundamental do professor: tornar-se acessível e desejável sua própria relação com o saber e com a pesquisa, encarnar um modelo plausível de aprendiz.A dinâmica de uma pesquisa é sempre simultaneamente intelectual, emocional e relacional. O papel do professor é relacionar os momentos fortes, assegurar a memória coletiva ou confia-la a certos alunos, pôr à disposição de certos alunos, fazer busca ou confeccionar os materiais requeridos para o experimento. Para que o aluno se apaixone pelo conhecimento é necessário que o professor transmita a sua própria paixão, mas infelizmente nem todos os professores são apaixonados ou não partilham seu amor. É preciso entender que somente a paixão pessoal não basta, o professor precisa saber estabelecer uma cumplicidade e uma solidariedade na busca do conhecimento. Ele deve buscar com seus alunos deixando de lado a imagem de professor “que sabe tudo”, aceitando mostrar suas próprias ignorâncias, não cedendo à tentação de interpretar a comédia do domínio, não colocando sempre o conhecimento ao lado da razão, da preparação para o futuro e do êxito. 

 

PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas sul, 2000.

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INCLUSÃO DIGITAL  escrito em quinta 22 novembro 2007 12:24

Inclusão Digital ou infoinclusãoÉ o acesso às tecnologias da Informação, permitindo a inserção de todos na sociedade da informação. A inclusão digital insere-se no movimento maior de inclusão social, um dos grandes objetivos compartilhados por diversos governos ao redor do mundo nas últimas décadas.Dois novos conceitos são incorporados as políticas de inclusão digital: a acessibilidade de todos e a competência de uso das tecnologias na sociedade da informação Dentro dessa perspectiva o Brasil que vem buscando desenvolver ações diversas visando a inclusão digital como parte da visão de sociedade inclusiva.

Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos , pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania .

Muitos imaginam que, em países pobres, não se deveria nem falar em inclusão digital enquanto há pessoas com fome e desempregadas na rua. O problema é que são as nações pobres as quais, justamente, costumam se beneficiar melhor das ações includentes.Há uma série de iniciativas de inclusão digital que merecem destaque nos chamados “países pobres”, que ilustram como o acesso às tecnologias e uma pitada de boa vontade podem mudar um cenário de pobreza. 
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RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA EDUCAÇÃO INFANTIL  escrito em sexta 16 novembro 2007 13:35

Blog de educareaprender :EDUCAR E APRENDER, RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

É fundamental que o professor construa vínculos a partir da interação com a criança, através do diálogo, respeitando a forma de manifestar-se dessa criança, percebendo-a como um ser competente.

Para que isso ocorra é necessário que haja uma abertura por parte do professor para as múltiplas linguagens das crianças e  para o lúdico, características da cultura infantil que permeiam todas as suas manifestações.

Enfim, cabe ao professor da Educação Infantil levar em conta as características das crianças e reconhecer as necessidades infantis e seus direitos.

 

Eliana Lima

17/11/2007.

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O PROCESSO DE INCLUSÃO  (http://www.youtube.com/watch?v=JPARHQ9TyYU#) escrito em quinta 15 novembro 2007 11:34

A inclusão de crianças com deficiência na Educação Infantil não exige apenas identificar as necessidades, patologias, deficiências e limitações de cada uma. Ao lado dessas características, é preciso reconhecer as possibilidades, potencialidades e os recursos que as pessoas carregam consigo. É preciso criar, recriar, inventar recursos e estratégias que favoreçam o desenvolvimento pessoal no sentido da conquista da autonomia possível e necessária à condição humana.Por isso, neste programa, o objetivo é contribuir para a formação dos profissionais da educação, trazendo informações que ampliem seu saber pedagógico, e contribuam com a construção de estratégias para ensinar todos os alunos, compreendendo que existem muitos modos de aprender. A concepção deste material não foi apoiada na busca de uma verdade fechada, mas nos diversos sentidos possíveis a cada experiência, nas mais diferentes formas de ser e fazer.Serão enfocados alguns aspectos relacionados à inclusão educacional de modo a abrir um diálogo com os educadores. Porém, não devemos nos permitir pensar que tais informações e reflexões possam acomodar-se em gavetas compartimentadas, saberes disciplinares ou identidades únicas. O nosso desejo é que este programa seja um ponto de partida de vivências que contemplem o pensar, o olhar, o conversar, o trocar e o sentir situações cotidianas de maneiras diferentes. Não queremos classificar, resolver, enquadrar, receitar ou solucionar nada. Queremos fazer perguntas. O que a presença do outro produz em mim? Que pergunta haverá em seus olhos? Que mensagem está contida em seu gesto, em seu grito? E em seu silêncio? O que a sua presença significa para mim? E a minha para ele? O que podemos fazer juntos?

Texto extraído do site: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2004/ei/index.htm

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